
Para manter uma verdadeira rede de contatos muitos amantes do rock pesado ainda utilizam as correspondências manuscritas. E assim fazem amigos, divulgam atividades e conhecem bandas.
Muitas vezes este primeiro contato é intermediado por revistas especializadas. “Através das cartas fiz amigos em todo o Brasil”, explica Igor Alves, baterista e produtor de eventos em Rio Branco. “Nos anos 90 e início dos anos 2000, fomos tocar até em São Paulo e Minas Gerais por causa de nossos amigos por correspondência”, completa o músico.
Mauricio Ribeiro dos Santos, conhece bem esta realidade. Além de roqueiro é também carteiro e com 13 anos fez parte de um clube de troca de correspondências. Depois foi Relações Públicas de uma torcida organizada e se correspondeu com times de todo o Brasil. “No imediatismo da internet não tem o mesmo charme e emoção. Na carta, mesmo depois de anos, você ainda a pega e relembra o passado”.
Amiga por correspondência de pelo menos 10 pessoas de outros estados, Fabrícia Mendes acredita que as cartas tenham mais glamour e sente mais confiança nas relações por carta. “Fui a diversos eventos e até para a casa de pessoas que não conhecia em outros estados. Se fosse pela internet eu não teria esta confiança”, justifica.
Outras formas de interação
Além da simples correspondência, esta cultura também adota a troca flyers para divulgar bandas, shows e fanzines, uma espécie de revista amadora, feita por fãs. Maurício lembra inclusive a revista Rock Brigade começou assim, com uma versão xerocada que mandava para os assinantes.
“Na época foi fundamental, sem isso muitas bandas não se fariam conhecidas e muitos eventos não seria devidamente divulgados”, lembra o roqueiro.
Igor lembra que desta forma nasceram também fanzines e histórias que marcariam o Acre. “Antes de nos levar para tocar em Minas Gerais, nosso amigo por correspondência desde 1996 veio nos conhecer pessoalmente. Quando foi embora se inspirou na gente e criou um fanzine lá”.
14 de outubro de 2013
Roqueiros mantêm tradição de trocar cartas
19:33
No comments
Por: Jean Messias e Fábio Carvalho

0 comentários:
Postar um comentário