Coletes com credenciais de identificação, carrinhos de mercadorias e fiscalização padronizaram o local. Com a medida o número foi reduzido de 103 para 34 vendedores autorizados. A idéia foi bem vinda.
Maria de Souza Pinho é vendedora no local há mais de dez anos. Ela diz ter gostado muito das mudanças. “Para mim, foi ótimo ser regularizada. Minha renda aumentou bastante. Não preciso mais trabalhar ilegalmente”, afirma.
O único problema apontado pela comerciante é ir ao banheiro e beber água. “Tenho que depender da boa vontade dos outros e não posso pedir para alguém ficar aqui enquanto preciso sair, pois é proibido trazer ajudantes”, ressalta.
Segundo José Carlos dos Santos Lima, presidente do Sindicato dos Camelôs e Feirantes de Rio Branco, no início da regularização, em janeiro de 2013, era permitido trabalhar com outra pessoa. Depois, isto começou a dar problemas.
“O dono do ponto saía para vender em outro lugar e deixava outra pessoa vendendo no terminal. Ou seja, a pessoa ganhava duas rendas. Isso é injusto, pois tirava a oportunidade de outra pessoa”, afirma José Carlos.
A orientação do Sindicato é que os vendedores se ajudem mutuamente. Quando um precisar se ausentar o outro olha sua mercadoria.
As regras
- O colete não pode ser usado por outra pessoa que não seja a pessoa cadastrada.
- Não pode colocar ajudante
- Cada um cuida do seu lixo, não pode largar o lixo solto
- Se faltar 7 dias consecutivos perde o cadastro e é colocado o próximo da fila de espera
- Não pode se envolver em nenhum tipo de confusão/briga nas dependências do terminal
Por: Eva Alves e Naliny Arantes

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