Crianças e adolescentes de baixa visão e cegos de escolas públicas da rede estadual e municipal de Rio Branco aprendem a ter autonomia em atividades do cotidiano. Quem oferece o serviço é o Centro de Apoio Pedagógico e Atendimento às Pessoas Deficientes Visuais (CEADV).
A Professora Maria José explica que o objetivo do centro é levar conhecimento educacional para todos os alunos que necessitam de atendimento especial. “Também orientamos em situações do cotidiano, como atravessar uma rua, cozinhar, lavar, ou seja, realizar atividades práticas do dia-a-dia”, acrescenta.
“No CEADV aprendemos dentre outras coisas a ler, escrever, caminhar sem auxílio do guia, costurar, enfiar linha numa agulha, engomar e fazer as necessidades básicas para viver livremente, podendo andar nas ruas, subir calçadas e outras coisas mais”, declara Francisco Cleide, deficiente visual.
Eldo Martins tem baixa visão e conta que através do Centro foi possível se adaptar ao problema. Para ele a deficiência visual não impossibilita da pessoa levar uma vida normal, mas para isso é necessário um trabalho de preparação.
De acordo com o coordenador do Centro, Luis Augusto, mais de 380 alunos estão cadastrados no programa. Destes, 80 participam diretamente das atividades e cursos oferecidos pelo CEADV. Dentre os cursos está o de Sorobã, Braille e de Mobilidade.
O cadastro dos alunos que participam do Centro é realizado pela Secretaria Estadual de Educação, através da Coordenação de Ensino Especial.
Elo com a escola
O trabalho do CEADV também consiste na adaptação e produção de material didático e na capacitação de professores.
Para que o material adaptado chegue até o aluno é necessário um profissional, chamado de braillista. Pessoa responsável em fazer o elo entre o centro e as escolas.
Esta ligação é feita através de visitas nas escolas para detectar as necessidades do aluno, tanto didáticas quanto de mobilidade.
Após a visita o braillista, solicita a produção do material didático que o aluno vai precisar, e a capacitação dos professores. Também fazem oficinas de como trabalhar com os alunos, no caso de escolas que estão recebendo pela primeira vez uma pessoa cega.
De acordo com Hyrla Mariano, as visitas são semanais. Mas dependendo da necessidade do aluno, eles realizam visitas extras. Também fazem acompanhamento com a família quando necessário.
Por: Carina B. Menezes Castelo Branco e Pryscila Thays Cardoso Carvalho

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