2 de outubro de 2013

Campanha Rio Branco Sem Racismo é lançada na capital

O evento realizado no Casarão contou com apresentações de vários artistas locais e convidados. A campanha visa enfrentar, debater e romper com o racismo, promovendo o respeito às diferenças para superar as desigualdades.

A primeira atração da Campanha foi o Grupo Samba de Cassete da Vacaria, originário do Pará, que trabalha com músicas regionais. Uma mistura que envolve um estilo afro de fazer música através de batuques e que passa de pais para filhos.

“Estamos felizes em nos apresentar no Acre e participar desta linda campanha. É necessário que a população dialogue abertamente sobre a temática, desconstruindo estereótipos para que a sociedade se mobilize e denuncie essas práticas racistas”, destaca Mestre Benedito Moia, fundador e integrante do Grupo.

A representante da Secretaria Adjunta de Politicas de Promoção da Igualdade Racial, Lúcia Ribeiro, informa que até o fim do ano acontecerão vários eventos culturais ligados à Campanha Rio Branco Sem Racismo. “Todos podem participar de muitas maneiras, colocando um adesivo no peito, vestindo a camisa e também levando o assunto para a sua comunidade”.

NÃO ao racismo

O Racismo é um crime inafiançável e imprescritível. Por ser conduta de natureza grave, que não permite ao agressor flagrante mediante pagamento de fiança e nem o Estado perde o direito de responsabilidade, de punir ou de aplicar punição com o decorrer do tempo.

De acordo com dados da campanha, na capital acreana faltam registros de denúncias de racismo. Por isso os organizadores almejam promover o diálogo entre diversos setores da sociedade no intuito de mobilizar vítimas e testemunhas para que comecem a denunciar os casos de discriminação.

Lúcia Ribeiro ressalta que o preconceito ainda é grande no Estado. “Nos deparamos com vários casos de racismo. Um simples gesto pode gerar um sentimento de inferioridade nas pessoas. É uma questão delicada que pode ser vista com outros olhos pela sociedade”.

A ação trabalha com diretrizes como saúde da população negra, geração de emprego e renda, mulheres, arte, educação e cultura negra e combate ao racismo. A campanha conta com a adesão de mais de 60 entidades, além de todos os conselhos municipais e estaduais.

Por: Stael Maia e Hellen Diane

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