3 de outubro de 2013

Acidentes e reclamações fazem praticantes aeromodelismo mudarem de local

O crescente número de praticantes do aeromodelismo na região do bairro Quinze provocou o aumento de acidentes com ciclistas, motoristas e reclamações de moradores. O problema ocasionou a mudança de local e a divisão dos aeromodelistas em dois grupos.

Os que praticam o esporte há mais tempo e que fazem parte do clube Associação Acreana de Aeromodelismo (ASAA), se reúnem atualmente no km 04 da estrada do bairro Irineu Serra. Enquanto  os praticantes mais novos se reúnem no ramal do Mutum, no bairro Calafate.

Antes da pista do antigo aeroporto, o grupo também já praticou o aeromodelismo em pistas improvisadas no Bancrev, atrás do cemitério Jardim da Saudade e ao fundo do Parque de Exposições.

Praticante de aeromodelismo há mais de vinte anos, Josenir Melo fala que a mudança foi para garantir a segurança do grupo e também das pessoas que transitavam pela pista. "Às vezes queremos pousar, porque o avião dá algum tipo de pane, e tem um ciclista ou pedestre atravessando a pista", diz.

Luiza Alvez, moradora do bairro Quinze, diz que admira e ao mesmo tempo tem medo dos aeromodelos. Sua preocupação era de que acontecesse algum acidente com os filhos - um de sete e outro de nove anos de idade - enquanto brincavam próximo à pista.

"Uma vez um aviãozinho caiu e atingiu um pedestre da pista, outra vez caiu no teto de uma vizinha. Depois disso todos ficaram com medo. Acho bonito, mas me preocupo com a segurança dos meus filhos", ressalta a moradora.

Voar tem seu preço

As aeronaves podem chegar a 15 mil reais, dependendo do modelo escolhido. Para um dos fundadores do grupo ASAA, Alfredo Jorge Antônio, o investimento de um esportista iniciante é de mil e setecentos reais e a pessoa precisa ter pelo menos quinze anos de idade.

"Uma pessoa iniciante investe 1700 reais em um aeromodelo completo movido a gasolina. Alguns aviões  maiores, não podem ser pilotados por menores de dezoito", ressalta.

Clube do bolinha

O clube ASAA foi fundado em 2012 e conta hoje com 53 sócios, apenas homens. Eles pilotam naves com modelos diversos.

O objetivo do clube é promover o lazer e desestressar, não apenas o praticante, mas também a sua família, é o que explica Francimá Asfury, outro fundador do clube. "Incentivamos para que os esportistas tragam suas esposas e filhos. O aeromodelismo é uma fuga do stress e um esporte que une as pessoas".

Nesses encontros existe também a troca de experiências e de peças das aeronaves. As reuniões são marcadas através de grupos nas redes sociais como Facebook, Twitter e também na página do clube.

Por: Quésia Mello e Walcimar Junior

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