Segundo pesquisa coordenada pela Sociedade Brasileira do Sono, mais da metade da população (53,9%) não tem um sono restaurador. De cada dez homens, quatro a seis possuem algum distúrbio do sono; quanto às mulheres esse número cai para duas a quatro, afirma o otorrino Carlos Beyruth.
A obesidade é outro fator que interfere no sono. O peso em excesso prejudica quando a gordura do corpo começa a pressionar a laringe (canal por onde passa o ar e os alimentos) diminuindo a passagem do ar.
Os distúrbios mais comuns são: o ronco e a apnéia, geralmente causado por questões respiratórias; em seguida vem a insônia, sonambulismo, terror noturno e a síndrome das pernas inquietas.
Um dos principais motivos do ronco acontece quando os tecidos moles da garganta e laringe estão flácidos, e produzem um movimento durante a passagem do ar. Pode ocorrer também em caso de carne crescida ou desvio de septo nasal.
Já a apnéia, é uma parada respiratória, que pode ser frequente ou não. “Tem paciente que tem 200 interrupções durante a noite. Se tiver cinco apnéias em uma hora de sono, pode se considerar doente. Muita gente convive com isso e acha que é normal”, explica o médico.
Todo e qualquer despertar atrapalha o sono, segundo Beyruth. Como não oxigena o cérebro da maneira devida durante a noite, provoca no dia seguinte cansaço, sonolência e dificuldade no raciocínio.
Tratamentos mais comuns
Implante pillar - lançado recentemente, é menos doloroso e mais duradouro, porém, mais caro.
Escleroterapia - são injeções aplicadas na região superior da boca com medicamentos.
Ablação - é uma cirurgia que consiste na retirada de tecidos na região do palato e úvula (céu da boca) para aumentar a passagem do ar, é o procedimento mais doloroso e que pode haver a volta do problema após um tempo.
Continuous Positive Airway Pressure (CEPAP) - Um aparelho que ajuda na respiração. Através de uma máscara que empurra a região do palato, produz uma pressão de ar constante no paciente, que abre a via respiratória.
Fontes: Site Correio do Estado e Clínica Santa Lúcia
Por: Wanessa Souza e Igor Oliveira

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