25 de outubro de 2012

Reclamações sobre compras online crescem no Acre


Daniella Barcelos orienta: pesquise a empresa
na interner antes de comprar
Os principais motivos das queixas envolvem, respectivamente, empresas fraudulentas, falha na entrega e produtos com defeito. De acordo com a chefe da divisão de reclamações do Procon – AC, Daniella Barcellos, o órgão não possui um levantamento específico, mas reconhece que as queixas são crescentes.

O preço reduzido e a facilidade de compra fornecida pelo comércio eletrônico atraem cada vez mais consumidores. Entretanto, a falta de conhecimento do cliente e do contato físico com a empresa contribui para o aumento dos problemas entre as partes.

A servidora pública Maria Aparecida Lopes enfrentou um problema com compras online. “Comprei um computador no site das Lojas Americanas em dezembro de 2010. Três meses depois ainda não havia recebido o produto”.

Maria Aparecida procurou o Procon e foi orientada a iniciar uma ação no Juizado de Pequenas Causas. Somente após o processo, recebeu o computador em sua casa.

Recomendações

Em casos como o de Maria Aparecida, o comprador deve procurar primeiro a loja. Caso não seja atendido, é necessário buscar uma unidade do Procon, que funciona como um instrumento de intermediação entre a empresa e cliente.

Para evitar maiores problemas, Daniella aconselha o cliente a comprar em lojas que possuam também uma loja física e não apenas virtual. Assim, o acesso à empresa é mais fácil.

O cliente deve observar a reputação da empresa na internet. “Uma alternativa é pesquisar o nome da empresa no Google, juntamente com a palavra ‘reclamações’. Geralmente, alguém que foi lesado já manifestou sua opinião”, orienta.

Legislação

Segundo Daniella, não existe legislação específica para as compras online. Entretanto, o consumidor não está desprotegido. A lei aplicada às empresas que atuam na internet é o Código de Defesa do Consumidor.

Para casos mais extremos, existem normas do Ministério da Justiça expedidas através do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, que coordena as políticas de relação de consumo no Brasil.

No último dia 16, a Comissão Temporária de Modernização do Código de Defesa do Consumidor realizou uma audiência pública para discutir a atualização do Código.

Uma das propostas apresentadas foi o Projeto de Lei 281/2012, para regulamentar o comércio eletrônico. O Ministério da Justiça e o Senado seguirão com o assessoramento durante todo o processo.

Por: Cecília Jácome, Cínthia Mello e Fernando Henrique

0 comentários:

Postar um comentário