15 de outubro de 2012

Greve dos professores chega ao fim com perdas e ganhos


As universidades vão debater as reformas, diz Silvestre 
Mesmo com a promessa de reajustes de 25% a 40% até 2015 para a categoria, o principal objetivo do movimento, que era a reestruturação do Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) e a melhoria na estrutura das universidades, não foi devidamente atingido.


Atual membro da Comando Local de Mobilização, Gerson Albuquerque atuou como presidente do Comando Local de Greve da Associação de Docentes da Ufac (Adufac), e avalia a situação enfrentada nos últimos quatro meses como negativa e positiva ao mesmo tempo.

“Através da mobilização dos professores, houve um colapso total no ensino superior brasileiro. O pior resultado foi o extenso período de tempo sem aulas, que ainda está passando por controle de danos através da reestruturação dos calendários acadêmicos”, explicou Gerson.

Sobre o benefício da situação pós-greve, o ex-presidente do Comando disse que o Governo Federal trabalha a proposta de R$ 4,2 bilhões para repasses nos meses de março dos próximos três anos.

Professor do curso de Letras da Ufac há 25 anos, Henrique Silvestre participou ativamente das reuniões semanais e também acredita que a ação dos docentes veio para trazer destaque à atual situação de precarização das universidades públicas.

“A carreira acadêmica não possui mais o atrativo que tinha há 20 anos. Pode não ter avançado a questão salarial, mas agora serão debatidas as reformas necessárias nas instituições federais de ensino”, enfatizou Silvestre.

Por: Ana Cristina, Astorige Carneiro e Márcia Parfan

           









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