25 de outubro de 2012

Atuação do movimento estudantil na greve das Ifes


Atraso na formatura de quem já concluiu os créditos, desânimo para quem está entrando na universidade, ano letivo sem férias e para alguns, férias antecipadas. Este é o cenário de uma Instituição Federal em greve, especificamente para os discentes, que em sua maioria não se pronunciou em um dos maiores movimentos de luta dos profissionais das IFES.

Uma discussão bastante polêmica no ambiente acadêmico tem sido sobre a eficácia da greve. Para muitos estudantes, a greve apresenta mais pontos negativos do que positivos. Para a acadêmica do curso de História bacharelado, Lauane Laura, o movimento foi legitimo, porém, o tempo de duração foi prejudicial para sua vida acadêmica.

“A greve atrapalhou no sentido em que os alunos ficaram muito atrasados em várias disciplinas, férias não teremos e os alunos que iriam se formar esse ano, que tinham monografia e TCC para apresentar, ficaram impossibilitados, por não poderem concluir a faculdade por conta da greve que durou 4 meses”, revela a estudante que cursa o 7º período.

O comando de greve da Universidade Federal do Acre realizou várias atividades conclamando a participação dos alunos, uma mobilização que partiu desde a mídia tradicional até às redes sociais para  ampliar a discussão sobre a greve. Porém, a participação destes alunos dentro do movimento há muito deixou de ser significativa.

Mark Assem destaca a precariedade da universidade pública
“Apesar da pouca participação do movimento estudantil, recebemos e tivemos apoio de segmentos diferenciados dos discentes que também compreenderam o momento pelo qual passava a Universidade pública, que em meio a todo o processo de expansão induzido pelo último governo, se vê hoje com condições e espaços precários, insatisfatórios de proverem o bom funcionamento dos cursos”, explica o coordenador do curso de Pedagogia da UFAC, Mark Assem.

Para o coordenador, esta última greve representou algo diferente de todas as outras até então na história das IFES. “Diferentemente de greves anteriores nas quais a pauta central era a questão salarial, esta teve duas questões fundamentais: a defesa pela reestruturação da carreira e por melhores condições de oferta para os cursos em todas as suas dimensões”.

Por: Pollyana Dourado

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