Atraso na formatura de quem já
concluiu os créditos, desânimo para quem está entrando na universidade, ano
letivo sem férias e para alguns, férias antecipadas. Este é o cenário de uma
Instituição Federal em greve, especificamente para os discentes, que em sua
maioria não se pronunciou em um dos maiores movimentos de luta dos
profissionais das IFES.
Uma discussão bastante polêmica
no ambiente acadêmico tem sido sobre a eficácia da greve. Para muitos
estudantes, a greve apresenta mais pontos negativos do que positivos. Para a
acadêmica do curso de História bacharelado, Lauane Laura, o movimento foi
legitimo, porém, o tempo de duração foi prejudicial para sua vida acadêmica.
“A greve atrapalhou no sentido em
que os alunos ficaram muito atrasados em várias disciplinas, férias não teremos
e os alunos que iriam se formar esse ano, que tinham monografia e TCC para
apresentar, ficaram impossibilitados, por não poderem concluir a faculdade por
conta da greve que durou 4 meses”, revela a estudante que cursa o 7º período.
O comando de greve da
Universidade Federal do Acre realizou várias atividades conclamando a
participação dos alunos, uma mobilização que partiu desde a mídia tradicional
até às redes sociais para ampliar
a discussão sobre a greve. Porém, a participação destes alunos dentro do
movimento há muito deixou de ser significativa.
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| Mark Assem destaca a precariedade da universidade pública |
Para o coordenador, esta última
greve representou algo diferente de todas as outras até então na história das
IFES. “Diferentemente de greves anteriores nas quais a pauta central era a
questão salarial, esta teve duas questões fundamentais: a defesa pela
reestruturação da carreira e por melhores condições de oferta para os cursos em
todas as suas dimensões”.
Por: Pollyana Dourado


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