25 de outubro de 2012

Comércio ilegal cresce na Ufac sem fiscalização

Principais produtos vendidos são bijuterias e artesanato
A falta de profissionais para controlar a entrada de comerciantes informais é apontada pela instituição como um dos principais problemas para conter a venda de produtos não regularizados.

De acordo com a prefeita do campus da Ufac em Rio Branco, Ione Jalu, a fiscalização é feita com muita dificuldade. “Temos uma vigilância que tenta controlar esse problema mas, infelizmente, é impossível ter acesso a todas as pessoas que entram na Ufac”, justifica.

Apesar de ser considerada uma prática ilegal, alguns comerciantes aproveitam os corredores da instituição para arrecadar um dinheiro extra. Os espaços mais utilizados são as proximidades do Restaurante Universitário (R.U), onde os produtos ficam à mostra aos universitários.

Uma das comerciantes é a colombiana Liliana Moreno. Formada em design gráfico, ela comercializa bijuterias ao lado do R.U. Um dos principais motivos para estabelecer seu ponto de venda é a procura dos próprios alunos. “Esse local é muito importante para que eu possa arcar com todas as minhas contas”, diz.

Liliana explica, ainda, que não sofreu nenhum tipo de fiscalização. “Apesar de ninguém nunca ter vindo me proibir, tenho medo de perder esse espaço, prejudicaria muito a minha renda”.

Espaço conquistado
"Já garanti meus direitos junto à vigilância", diz Arlete Soares

A situação de irregularidade, porém, não se adapta a todos os comerciantes. O caso de Arlete Soares é particular já que, há 37 anos, vende vários produtos em um quiosque próprio, localizado também nos arredores do R.U.

Segundo a prefeita, o caso de Arlete é único, já que a vendedora já obteve seu espaço por meio da lei usucapião. “Isso dá direito de ela ter seu estabelecimento por já vender na instituição há muito tempo. Ela pode continuar suas vendas sem problemas”.

Para Arlete, o comércio é de extrema importância para a garantia do sustento da família. “Comecei há muitos anos a trabalhar na Ufac, não há como eu sair. Já garanti meus direitos junto à vigilância e posso ficar”, enfatiza.

Ela destaca que os comerciantes ilegais não atrapalham em sua venda por terem ofertas diferentes das suas. “Eles vendem artesanato, pulseiras, brincos. Eu vendo artigos comestíveis. Não me atrapalham em nada e respeito a vontade deles de tentarem vender aqui”, afirma.

Por: Anne Moura, Rayssa Natani e Saulo Negreiros

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