No último levantamento realizado em agosto pelo
Departamento Estadual de Trânsito (Detran), a frota de veículos
do Acre teve um aumento de 139% em seis anos. As estatísticas mostram que, em
média, 500 novos veículos por mês entram em circulação no estado. Porém, a
quantidade de veículos não é compatível com a estrutura viária. Dados da Superintendência de Transporte e Trânsito (RBTrans) revelam que os locais com maiores congestionamentos são a avenida Ceará e a Getúlio Vargas, seguidos das ruas Rio de Janeiro e Nações Unidas. Os horários de pico são pela manhã, entre 7h30 e 8h30, ao meio-dia até as 13h, e à noite, no período entre 17h30 e 20h.
A jornalista Andressa Oliveira considera que o trânsito em horários de pico é caótico, pois a cidade cresceu de forma desordenada e a grande maioria das ruas não suporta o fluxo de carros e motos que trafegam diariamente.
Segundo a publicitária Verônica Pimentel os problemas que ela enfrenta no trânsito são a lentidão no fluxo de veículos e ruas muito estreitas. "Quando meu marido vai me deixar no trabalho de manhã, enfrentamos a lentidão no trânsito. Há muitos carros nas ruas e elas são estreitas. Para encontrar uma vaga para estacionar no centro da cidade é difícil", reclama.
Para a monitora de alunos Keiliane Morais o aumento na frota de veículos atrapalha o transporte coletivo. Ela conta que é necessário sair mais cedo de casa e, muitas vezes, os ônibus demoram a passar.
Já o analista de sistemas Ozeias Rocha acredita que muitos motoristas desconhecem as regras de trânsito. "Muitas pessoas andam lentamente na faixa da esquerda, tomam espaços desnecessários na rotatória, estacionam nos dois lados da pista". Ele afirma que é preciso intensificar as campanhas de educação de trânsito e o treinamento nas autoescolas.
Medidas da RBTrans
Para minimizar os problemas gerados com o aumento da frota de veículos, a RBTrans está tomando algumas medidas. O diretor-superintendente Ricardo Torres explica que um dos principais projetos é o PAC Mobilidade. “Constam do projeto urbanização das ruas Rio de Janeiro, São Salvador, Campo Grande, João XXIII e ainda o alargamento da estrada Apolônio Sales e avenida Getúlio Vargas”.
Outro projeto é a Readequação da Malha Viária (Revi). Segundo Ricardo Torres, mais de 50 ruas e 25 intervenções para otimização das vias de acesso e saída foram realizadas no Conjunto Manoel Julião, 6 de Agosto e as vias próximas ao Pronto Socorro, além da instalação de mini-rotatórias e construção de calçadas.
Quanto à questão do transporte coletivo, terminais de integração estão sendo construídos para operar com linhas dentro dos bairros, entre estes o Terminal de Integração da Baixada, o da Ufac e o Wanderley Dantas.
Saiba mais:
Por: Maria de Fátima Bandeira e Saimo Martins

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